Entenda em mapas o tabuleiro do Oriente Médio após os ataques de EUA e Israel ao Irã

A região vive um período crítico após a ofensiva lançada no sábado (28) por Washington e Tel Aviv contra o país persa que, como represália, bombardeou Israel e bases americanas em países árabes.

A ofensiva militar lançada no sábado (28) pelos EUA e Israel contra o Irã resultou em uma rápida escalada em toda a região do Oriente Médio, que abriga numerosas bases militares americanas.

Como represália aos bombardeios contra seu programa nuclear e infraestrutura civil, a República Islâmica lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones em direção ao Estado hebreu. Da mesma forma, atacou objetivos militares e bases americanas na Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Iraque.

O Oriente Médio possui armas nucleares?

Embora Washington e Tel Aviv tenham justificado sua nova agressão afirmando, sem qualquer prova, que Teerã está desenvolvendo armamento atômico, Israel é o único país do Oriente Médio que supostamente possui ogivas nucleares.

Israel, que nunca assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear, não admite nem nega possuir este tipo de armamento. No entanto, especialistas estimam que o país disponha de 90 ogivas nucleares e reservas de material suficientes para aproximadamente 200 armas.

Colapso do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

Ao mesmo tempo, a escalada do conflito causou a paralisação do Estreito de Ormuz, a rota comercial de petróleo mais importante do mundo. Após o início da agressão contra o Irã, a Guarda Revolucionária alertou que não seria permitida a passagem de nenhum navio pela zona.

Assim, até 150 embarcações que transportam petróleo bruto, gás natural liquefeito e produtos petrolíferos lançaram âncora em águas abertas do Golfo Pérsico. Em paralelo, vários petroleiros foram alvos de ataques perto da costa de Omã e dos Emirados Árabes Unidos.

Conflito no Oriente Médio