O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (2) que Washington atacará o Irã de forma mais dura do que já fez, mas se recusou a detalhar quais serão as ações específicas das Forças Armadas norte-americanas no terreno.
"Eles estão sofrendo danos tremendos. Honestamente, repito, não vou revelar os detalhes de nossos esforços táticos, mas os golpes mais duros ainda estão por vir por parte do Exército dos Estados Unidos. A próxima fase será ainda mais severa para o Irã do que agora", declarou o alto funcionário a jornalistas.
Rubio também justificou a agressão unilateral contra o país persa, alegando que "havia uma ameaça absolutamente iminente" para Washington.
"Havia uma ameaça iminente. E essa ameaça era que sabíamos que, se o Irã fosse atacado — e acreditávamos que seria —, eles nos perseguiriam imediatamente. E não íamos ficar de braços cruzados sem responder", argumentou.
Nesse sentido, Marco Rubio afirmou que a Casa Branca atuou com base em relatórios fornecidos pelo Departamento de Guerra, nos quais se projetava que os Estados Unidos sofreriam "mais baixas e mais perdas de vidas" caso aguardassem ser atacados antes de responder à suposta agressão.
"Trabalhamos proativamente na defensiva para evitar que causassem danos maiores. Se não tivéssemos feito isso, teriam sido realizadas audiências no Capitólio dos Estados Unidos sobre como sabíamos que isso iria acontecer e não agimos preventivamente para evitar mais baixas e mais perdas de vidas", declarou, ao justificar os ataques realizados por seu país e por Israel contra o Irã.
Sobre o objetivo da operação militar norte-americana em território iraniano, Rubio reiterou que a meta é destruir as "capacidades de mísseis balísticos e sua capacidade de fabricá-los, assim como a ameaça que representa" a Marinha iraniana "para o transporte marítimo mundial".
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
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