"Golpes mais duros" contra o Irã "ainda estão por vir", afirma secretário de Estado dos EUA

Marco Rubio justificou a ofensiva ao alegar que o Irã representava uma ameaça "absolutamente iminente" contra Washington.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (2) que Washington atacará o Irã de forma mais dura do que já fez, mas se recusou a detalhar quais serão as ações específicas das Forças Armadas norte-americanas no terreno.

"Eles estão sofrendo danos tremendos. Honestamente, repito, não vou revelar os detalhes de nossos esforços táticos, mas os golpes mais duros ainda estão por vir por parte do Exército dos Estados Unidos. A próxima fase será ainda mais severa para o Irã do que agora", declarou o alto funcionário a jornalistas.

Rubio também justificou a agressão unilateral contra o país persa, alegando que "havia uma ameaça absolutamente iminente" para Washington.

"Havia uma ameaça iminente. E essa ameaça era que sabíamos que, se o Irã fosse atacado — e acreditávamos que seria —, eles nos perseguiriam imediatamente. E não íamos ficar de braços cruzados sem responder", argumentou.

Nesse sentido, Marco Rubio afirmou que a Casa Branca atuou com base em relatórios fornecidos pelo Departamento de Guerra, nos quais se projetava que os Estados Unidos sofreriam "mais baixas e mais perdas de vidas" caso aguardassem ser atacados antes de responder à suposta agressão.

"Trabalhamos proativamente na defensiva para evitar que causassem danos maiores. Se não tivéssemos feito isso, teriam sido realizadas audiências no Capitólio dos Estados Unidos sobre como sabíamos que isso iria acontecer e não agimos preventivamente para evitar mais baixas e mais perdas de vidas", declarou, ao justificar os ataques realizados por seu país e por Israel contra o Irã.

Sobre o objetivo da operação militar norte-americana em território iraniano, Rubio reiterou que a meta é destruir as "capacidades de mísseis balísticos e sua capacidade de fabricá-los, assim como a ameaça que representa" a Marinha iraniana "para o transporte marítimo mundial".

Mais informações em breve.