
EUA admitem que baixas serão inevitáveis na ofensiva contra o Irã

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, deixou claro nesta segunda-feira (2) que a operação "Fúria Épica" contra o Irã, iniciada no sábado (28), terá um custo humano significativo.
Durante uma entrevista coletiva, o chefe do Pentágono reconheceu que, apesar da precisão dos ataques, as vítimas serão inevitáveis.

"Como avisou o presidente (Donald Trump), um esforço desta magnitude incluirá baixas. A guerra é um inferno e sempre será", declarou Hegseth, referindo-se aos seis militares americanos mortos e aos 18 com ferimentos graves, além da derrubada de três caças F-15 por fogo amigo no Kuwait.
O secretário também ressaltou que o país norte-americano rejeita qualquer limitação imposta do exterior. "Sem regras de enfrentamento estúpidas, sem o atoleiro da construção de nações, sem exercícios de construção de democracia, sem guerras politicamente corretas. Lutamos para vencer e não perdemos tempo nem vidas", afirmou.
'O regime de fato mudou'
Pete Hegseth também falou, na mesma conferência, sobre o desenrolar do conflito, exaltando a interferência de EUA e Israel.
"Não é uma guerra de mudança de regime, mas o regime de fato mudou", alegou. "E hoje o mundo é melhor graças a isso", concluiu.
"Hoje, em seu desespero, o inimigo foi desmascarado, enquanto os mísseis e drones iranianos choveram indiscriminadamente sobre hotéis, aeroportos, apartamentos e outros alvos civis de seus vizinhos", afirmou Hegseth, classificando a resposta iraniana como uma "tática terrorista covarde".
Ao mesmo tempo, voltou a tentar justificar a agressão americana. "Se matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer parte do mundo, os perseguiremos sem desculpas e sem hesitação, e os mataremos", declarou.
"Acontece que o regime que gritava 'morte aos Estados Unidos' e 'morte a Israel' recebeu morte dos Estados Unidos e de Israel", concluiu.
Conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

