Emirados Árabes e Catar pressionam Trump por desfecho rápido no Irã; presidente indica o contrário

Países do Golfo buscam coalizão para encerrar a "Operação Fúria Épica" e evitar choque prolongado nos preços de energia.

Emirados Árabes Unidos e Catar articulam, junto a aliados internacionais, um esforço diplomático para convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a buscar uma "rota de saída" rápida para o conflito com o Irã.

O objetivo, de acordo com apuração da Bloomberg, é construir uma coalizão que interrompa operações militares e evite uma escalada regional com potencial catastrófico.

A urgência econômica é o principal motor. O Catar interrompeu a produção de gás natural em sua maior instalação após um ataque de drone iraniano, elevando os preços na Europa em mais de 50%.

Além disso, desde o início do conflito, os preços do petróleo chegaram a subir 13%, ultrapassando os US$ 82 por barril. Trata-se do valor mais alto desde janeiro de 2025.

Contrariando a pressão aliada, Donald Trump negou nesta segunda-feira (2) que planeje encerrar a ofensiva no curto prazo. "Alguém disse hoje: 'bem, o presidente quer fazer isso muito rápido. Aí ele vai se entediar.' Eu não fico entediado. Não tem nada de entediante nisso", disse.

Escalada do conflito no Oriente Médio