
Emirados Árabes e Catar pressionam Trump por desfecho rápido no Irã; presidente indica o contrário

Emirados Árabes Unidos e Catar articulam, junto a aliados internacionais, um esforço diplomático para convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a buscar uma "rota de saída" rápida para o conflito com o Irã.
O objetivo, de acordo com apuração da Bloomberg, é construir uma coalizão que interrompa operações militares e evite uma escalada regional com potencial catastrófico.
A urgência econômica é o principal motor. O Catar interrompeu a produção de gás natural em sua maior instalação após um ataque de drone iraniano, elevando os preços na Europa em mais de 50%.
Além disso, desde o início do conflito, os preços do petróleo chegaram a subir 13%, ultrapassando os US$ 82 por barril. Trata-se do valor mais alto desde janeiro de 2025.

Contrariando a pressão aliada, Donald Trump negou nesta segunda-feira (2) que planeje encerrar a ofensiva no curto prazo. "Alguém disse hoje: 'bem, o presidente quer fazer isso muito rápido. Aí ele vai se entediar.' Eu não fico entediado. Não tem nada de entediante nisso", disse.
Escalada do conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
