Nesta segunda-feira (2), o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, o tenente-general Eyal Zamir, afirmou que Tel Aviv não interromperá sua nova ofensiva contra o Hezbollah até que a "ameça do Líbano seja eliminada".
"Nosso alvo principal é o Irã. Estamos agindo com firmeza e atacando o regime terrorista em uma cooperação inédita com as forças armadas americanas. Depois que o Hezbollah abriu fogo, ordenei que também agíssemos com firmeza contra eles. As Forças de Defesa de Israel planejaram e estão preparadas para agir simultaneamente em diversos cenários", afirmou.
Segundo o oficial, o governo e o exército libaneses "receberam inúmeros alertas recentes sobre a necessidade de desarmar o Hezbollah, mas não tomaram nenhuma providência", acrescentando que as forças israelenses encerrarão "a campanha não apenas com um Irã enfraquecido, mas também com um duro golpe contra o Hezbollah". Ele também observou que as Forças de Defesa de Israel "continuarão a insistir no desarmamento do Hezbollah". "As Forças de Defesa de Israel não encerrarão a campanha até que a ameaça do Líbano seja eliminada", concluiu.
Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) lançaram ataques contra "alvos terroristas" do Hezbollah em todo o Líbano, alegando ter matado Hussein Makled, chefe do quartel-general de inteligência do grupo libanês.
O grupo xiita havia declarado anteriormente que "se vingaria" da morte do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, lançando uma série de mísseis e ataques com drones contra a cidade israelense de Haifa.
Tel Aviv atacou alvos do Hezbollah no sul do Líbano e matou o líder da bancada parlamentar do grupo, Mohammed Raad.
Escalada do conflito no Oriente Médio
- Israel lançou um ataque massivo contra o Irã no sábado (28), alegando a necessidade de "eliminar as ameaças ao Estado" de Israel. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo para que altere seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim comoaltos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- A Guarda Revolucionária anunciou que as Forças Armadas do Irã lançariam em breve a operação ofensiva mais devastadora de sua história contra Israel e os Estados Unidos.