Notícias

Chancelaria de Israel se nega a comentar ataque a escola feminina no Irã

"Próxima pergunta. Vamos dar oportunidade a outros, por favor", respondeu o porta-voz do ministério das Relações Exteriores.
Chancelaria de Israel se nega a comentar ataque a escola feminina no IrãGPO

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, se negou, no domingo (1°) a responder a perguntas de jornalistas sobre o ataque a uma escola primária para meninas na cidade iraniana de Minab, no sul do país, que matou mais de 150 pessoas.

Um repórter do Channel 4 News perguntou a ele durante coletiva de imprensa sobre o ataque, argumentando que Israel "carece de autoridade moral" enquanto o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, é alvo de mandado de prisão por crimes de guerra.

Enquanto o porta-voz defendia a posição de Tel Aviv, o jornalista insistiu, questionando: "E quanto às cerca de 100 alunas mortas no ataque no Irã?".

"Próxima pergunta. [...] Vamos dar oportunidade a outros, por favor", respondeu Marmorstein, se negando a responder.

  • Israel lançou um ataque massivo contra o Irã no sábado (28), alegando a necessidade de "eliminar as ameaças ao Estado" de Israel. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo para que altere seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • O Irã tem reiteradamente alertado que está preparado para responder com golpes "pesados" a qualquer "erro estratégico" dos EUA. Além disso, enfatizou que uma paralisação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável".