O que é um míssil balístico, a aposta-chave do Irã para se vingar de seus inimigos?

O país possui um dos arsenais de mísseis mais extensos da região.

Em resposta aos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel, o Irã encheu os céus do Oriente Médio de mísseis balísticos, o eixo central de seu poder militar.

Impulsionado por um motor de foguete na fase inicial do voo, o míssil balístico segue sozinho pela força da gravidade, descrevendo uma trajetória que sobe antes de cair sobre o alvo para detonar sua ogiva. Apesar de sua rota ser previsível, a velocidade torna a interceptação extremamente difícil.

O Irã possui um dos arsenais de mísseis mais extensos da região. Embora não existam dados oficiais, o Exército israelense estima que o país tem cerca de 2.500 mísseis balísticos. Antes da guerra de junho de 2025, Israel alertava que o Irã vinha acelerando a produção desses armamentos, planejando ampliar seu estoque de aproximadamente 3.000 para 8.000 unidades em dois anos.

Teerã esconde seus projéteis, principal ferramenta de dissuasão contra Tel Aviv, em instalações subterrâneas chamadas de "cidades de mísseis". Há registro de pelo menos cinco desses locais nas províncias de Kermanshah e Semnan, além de áreas próximas ao Golfo Pérsico, segundo a Reuters.

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Um relatório do especialista em segurança iraniana Behnam Ben Taleblu detalha as tecnologias avançadas que permitem ao Irã "alongar fuselagens e usar materiais compostos mais leves para aumentar o alcance dos mísseis".

Atualmente, o alcance das armas não ultrapassa 2.000 km, respeitando um limite autoimposto que, segundo Teerã, é suficiente para proteger seu território, alcançando inclusive Israel, que exige que o país limite os mísseis a 300 km.

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