A Rússia condenou de forma "firme e constante" a prática de assassinatos políticos e a "caça" a líderes de Estados soberanos, informou neste domingo (1º) o Ministério das Relações Exteriores do país, ao comentar a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu cumprindo suas funções em seu escritório durante a agressão israelense-americana contra a nação persa.
Segundo a pasta, a notícia da morte do líder supremo, de membros de sua família e de altos funcionários iranianos, em consequência de ataques com mísseis e bombas de Estados Unidos e Israel, foi recebida em Moscou com "indignação e profundo pesar".
"A Rússia condena de forma firme e constante a prática de assassinatos políticos e a 'caça' a líderes de Estados soberanos, que contraria os princípios básicos das relações interestatais civilizadas e viola gravemente o direito internacional", declarou o ministério.
A pasta russa destacou ainda que os conflitos em curso aumentam o número de vítimas civis e causam danos graves a infraestruturas civis. Os ataques de retaliação do Irã contra bases militares americanas em países árabes do Golfo Pérsico e as operações de defesa antiaérea também afetaram aeroportos internacionais de Dubai e Kuwait, portos, arranha-céus e hotéis em Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
"Desescalada urgente"
"Segundo informações recebidas, a navegação no Estreito de Ormuz foi interrompida. Isso pode paralisar as exportações de hidrocarbonetos da região e causar um desequilíbrio significativo nos mercados globais de petróleo e gás", alertou Moscou.
Diante disso, o governo russo pediu uma desescalada "urgente", o fim de todas as hostilidades e o retorno a um processo político-diplomático para resolver os problemas existentes com base na Carta da ONU e no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. A pasta ressaltou também que devem ser considerados os interesses legítimos de todos os Estados do Golfo Pérsico.
Escalada no Oriente Médio
- Israel lançou um ataque massivo contra o Irã neste sábado (28), alegando a necessidade de "eliminar as ameaças ao Estado" de Israel. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo para que altere seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei , foi morto, assim comoaltos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que as Forças Armadas do Irã lançariam em breve a operação ofensiva mais devastadora de sua história contra Israel e os Estados Unidos.