Moscou condena 'caça' a líderes de Estados soberanos

A Chancelaria russa afirmou que a prática de realizar assassinatos políticos vai contra os princípios básicos das relações interestatais civilizadas.

A Rússia condenou de forma "firme e constante" a prática de assassinatos políticos e a "caça" a líderes de Estados soberanos, informou neste domingo (1º) o Ministério das Relações Exteriores do país, ao comentar a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que faleceu cumprindo suas funções em seu escritório durante a agressão israelense-americana contra a nação persa.

Segundo a pasta, a notícia da morte do líder supremo, de membros de sua família e de altos funcionários iranianos, em consequência de ataques com mísseis e bombas de Estados Unidos e Israel, foi recebida em Moscou com "indignação e profundo pesar".

"A Rússia condena de forma firme e constante a prática de assassinatos políticos e a 'caça' a líderes de Estados soberanos, que contraria os princípios básicos das relações interestatais civilizadas e viola gravemente o direito internacional", declarou o ministério.

A pasta russa destacou ainda que os conflitos em curso aumentam o número de vítimas civis e causam danos graves a infraestruturas civis. Os ataques de retaliação do Irã contra bases militares americanas em países árabes do Golfo Pérsico e as operações de defesa antiaérea também afetaram aeroportos internacionais de Dubai e Kuwait, portos, arranha-céus e hotéis em Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

"Desescalada urgente"

"Segundo informações recebidas, a navegação no Estreito de Ormuz foi interrompida. Isso pode paralisar as exportações de hidrocarbonetos da região e causar um desequilíbrio significativo nos mercados globais de petróleo e gás", alertou Moscou.

Diante disso, o governo russo pediu uma desescalada "urgente", o fim de todas as hostilidades e o retorno a um processo político-diplomático para resolver os problemas existentes com base na Carta da ONU e no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. A pasta ressaltou também que devem ser considerados os interesses legítimos de todos os Estados do Golfo Pérsico.

Escalada no Oriente Médio