'Inaceitável': Rússia e China condenam ataques dos EUA e de Israel contra Irã

"É preciso evitar que as chamas da guerra se espalhem e saiam do controle, e que a situação evolua até um ponto sem volta", afirmou Wang Yi.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e o chanceler chinês, Wang Yi, conversaram por telefone neste domingo (1º), ocasião em que discutiram a agressão militar de Israel e dos EUA contra o Irã.

"Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em meio ao processo de negociações entre Washington e Teerã, são inaceitáveis. É inadmissível assassinar abertamente o líder de um Estado soberano e incitar uma mudança de regime. Todas essas ações violam o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais", afirma um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

Segundo alertou Wang Yi, "no momento atual, os combates se estenderam por todo o Golfo Pérsico, e a situação no Oriente Médio pode ser empurrada para um abismo perigoso". "A China acompanha isso com grande preocupação", acrescentou.

Nesse contexto, Pequim pede a interrupção imediata das operações militares. "É preciso evitar que as chamas da guerra se espalhem e saiam de controle, e que a situação evolua até um ponto sem retorno. A China dá importância à segurança dos países do Golfo e apoia que mantenham uma postura de contenção", detalhou Wang Yi.

"A lei da selva"

Ele também ressaltou a necessidade de retomar o quanto antes o diálogo e as negociações e de se opor de forma conjunta a ações unilaterais.

"Lançar ataques de grande escala contra um Estado soberano sem a autorização do Conselho de Segurança da ONU mina os alicerces da paz estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. A comunidade internacional precisa se manifestar de forma clara e firme, impedindo que o mundo retroceda à lei da selva", denunciou a autoridade.

Por sua vez, Lavrov afirmou que os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã prejudicaram gravemente a estabilidade no Oriente Médio.

"A Rússia mantém uma posição alinhada à da China e está disposta a reforçar a coordenação e a comunicação com o lado chinês para enviar um sinal claro por meio da ONU, da Organização de Cooperação de Xangai e de outras plataformas, defendendo a interrupção imediata da guerra e a retomada das negociações diplomáticas", informou o órgão.

Escalada no Oriente Médio