O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, informou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, teve uma reunião com o Conselho de Segurança do por videoconferência, onde abordou a situação em torno do Irã, segundo revelou a mídia russa, no sábado (28).
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, afirmando em comunicado que "trata-se de um ato de agressão armada planejado e não provocado".
A chancelaria russa manifestou preocupação com as ações do governo americano, que nos últimos meses começaram a se tornar sistemáticas.
- Israel lançou um ataque massivo contra o Irã neste sábado (28), alegando a necessidade de "eliminar as ameaças ao Estado" de Israel. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo para que altere seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- O Irã tem reiteradamente alertado que está preparado para responder com golpes "pesados" a qualquer "erro estratégico" dos EUA. Além disso, enfatizou que uma paralisação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável".
- Além disso, na sexta-feira (27), véspera do ataque, Trump declarou estar insatifeito com as negociações que seu país manteve com o Irã. "Eles precisam dizer: 'Não vamos desenvolver armas nucleares'", afirmou Trump. Enquanto isso, o Irã tem reiteradamente declarado que não tem intenção de desenvolver armas nucleares.