O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dirigiu-se aos cidadãos do país judeu após o ataque que Tel Aviv iniciou contra o Irã neste sábado.
"Irmãos e irmãs, cidadãos de Israel, há pouco mais de uma hora, Israel e os Estados Unidos iniciaram uma operação para eliminar a ameaça existencial do regime terrorista do Irã", anunciou Netanyahu.
Em seguida, agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, "por sua liderança histórica". Segundo o premiê israelense, durante 47 anos "o regime dos aiatolás" ameaçou Israel, assim como os EUA. "Não se pode permitir que esse regime terrorista e assassino se arme com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade", disse ele.
"Nossa ação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas mãos. Chegou a hora de todos os componentes do povo do Irã — persas, curdos, azeris, baluchis e ahwazis — se libertarem do jugo da tirania e trazerem ao Irã a liberdade e o anseio pela paz", disse Netahyahu.
No mesmo contexto, ele pediu a seus compatriotas que obedecessem às instruções do Comando da Frente Interna.
"Nos próximos dias, na operação Rugido do Leão, todos precisaremos de paciência e força de espírito. Juntos resistiremos, juntos lutaremos e juntos garantiremos a eternidade de Israel", resumiu.
- Israel lançou um ataque massivo contra o Irã neste sábado (28), alegando a necessidade de "eliminar as ameaças ao Estado" de Israel. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo para que altere seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- O Irã tem reiteradamente alertado que está preparado para responder com golpes "pesados" a qualquer "erro estratégico" dos EUA. Além disso, enfatizou que uma paralisação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável".
- Além disso, na sexta-feira (27), véspera do ataque, Trump declarou estar insatifeito com as negociações que seu país manteve com o Irã. "Eles precisam dizer: 'Não vamos desenvolver armas nucleares'", afirmou Trump. Enquanto isso, o Irã tem reiteradamente declarado que não tem intenção de desenvolver armas nucleares.
Resposta do Irã
Teerã havia expressado a disposição de manter um "diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos", mas alertou que qualquer ação militar contra o país "será considerada o início de uma guerra", afirmando que suas forças armadas estavam "prontas, com o dedo no gatilho, para responder imediata e decisivamente a qualquer agressão".
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O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, advertiu os EUA e Israel de que suas forças estavam preparadas para responder a provocações. Segundo ele, as tropas "estão mais preparadas do que nunca, prontas para cumprir as ordens e diretrizes do comandante-em-chefe, um líder mais amado do que suas próprias vidas", referindo-se ao aiatolá Ali Khamenei.
Outro oficial militar iraniano de alta patente, Ali Abdollahi, afirmou que, se a Casa Branca optar por atacar seu país, "todos os interesses, bases e centros de influência americanos" seriam "alvos legítimos" para as Forças Armadas iranianas.
Guerra dos 12 dias
Esta nova agressão contra o Irã ocorre poucos meses após a intervenção militar de junho de 2025, quando Israel lançou um ataque não provocado contra a nação persa, que levou a uma troca de ataques com mísseis e drones entre os dois países.
Durante a chamada Guerra dos Doze Dias, os alvos do Estado sionista foram as instalações nucleares da República Islâmica, comandantes militares e altos funcionários, bem como cientistas nucleares. Vários deles foram mortos, juntamente com suas famílias. O confronto se intensificou com a intervenção dos EUA, que bombardeou três importantes instalações nucleares iranianas.
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Trump então afirmou que o programa nuclear da República Islâmica havia sido "destruído", uma avaliação que foi contestada pelas próprias agências de inteligência de Washington. Teerã respondeu à ofensiva dos EUA lançando um ataque à maior base militar americana no Oriente Médio, localizada no Catar. Em 24 de junho, Tel Aviv e Teerã anunciaram um cessar-fogo que pôs fim às hostilidades.