Irã lança dezenas de mísseis balísticos contra Israel — Imprensa

A cobertura de mídia relata que várias explosões foram registradas no norte de Israel.

O Irã lançou ondas de mísseis balísticos contra Israel neste sábado (28), pouco depois de Tel Aviv e, posteriormente, Washington lançarem uma nova onda de agressão contra a nação persa, segundo relatos da mídia local. O lançamento foi confirmado pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), a força de elite das Forças Armadas Iranianas.

"Em resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso contra a República Islâmica do Irã, teve início a primeira onda de ataques extensivos com mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados", declararam.

A IRGC acrescentou que mais detalhes seriam divulgados posteriormente.

A mídia relata que explosões foram registradas em diferentes áreas de Israel. Em resposta a esses relatos, as Forças de Defesa de Israel anunciaram o lançamento de "uma nova onda de mísseis" contra o Irã.

"Solicita-se ao público que continue seguindo as instruções do Comando da Defesa Civil e permaneça em áreas protegidas até novo aviso oficial", declararam, avaliando que os sistemas de defesa aérea estão identificando e interceptando os lançamentos.

Resposta do Irã

Teerã havia expressado a disposição de manter um "diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos", mas alertou que qualquer ação militar contra o país "será considerada o início de uma guerra", afirmando que suas forças armadas estavam "prontas, com o dedo no gatilho, para responder imediata e decisivamente a qualquer agressão".

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O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, advertiu os EUA e Israel de que suas forças estavam preparadas para responder a provocações. Segundo ele, as tropas "estão mais preparadas do que nunca, prontas para cumprir as ordens e diretrizes do comandante-em-chefe, um líder mais amado do que suas próprias vidas", referindo-se ao aiatolá Ali Khamenei.

Outro oficial militar iraniano de alta patente, Ali Abdollahi, afirmou que, se a Casa Branca optar por atacar seu país, "todos os interesses, bases e centros de influência americanos" seriam "alvos legítimos" para as Forças Armadas iranianas.

Guerra dos 12 dias

Esta nova agressão contra o Irã ocorre poucos meses após a intervenção militar de junho de 2025, quando Israel lançou um ataque não provocado contra a nação persa, que levou a uma troca de ataques com mísseis e drones entre os dois países.

Durante a chamada Guerra dos Doze Dias, os alvos do Estado sionista foram as instalações nucleares da República Islâmica, comandantes militares e altos funcionários, bem como cientistas nucleares. Vários deles foram mortos, juntamente com suas famílias. O confronto se intensificou com a intervenção dos EUA, que bombardeou três importantes instalações nucleares iranianas.

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Trump então afirmou que o programa nuclear da República Islâmica havia sido "destruído", uma avaliação que foi contestada pelas próprias agências de inteligência de Washington. Teerã respondeu à ofensiva dos EUA lançando um ataque à maior base militar americana no Oriente Médio, localizada no Catar. Em 24 de junho, Tel Aviv e Teerã anunciaram um cessar-fogo que pôs fim às hostilidades.