
Israel declara estado de emergência em todo o país após ataque a Irã

O Ministério da Defesa de Israel declarou estado de emergência em todo o país após o ataque ao Irã, neste sábado (28), informou o jornal israelense Ynet News.

O órgão alertou que "como resultado, um ataque com mísseis e drones contra o Estado de Israel é esperado em um futuro próximo (...) Portanto, e de acordo com sua autoridade sob a Lei de Defesa Civil, o Ministro da Defesa, Israel Katz, assinou uma ordem especial impondo um estado de emergência especial na frente interna em todo o território do Estado de Israel", anunciou.
- Israel lançou um ataque massivo contra o Irã neste sábado (28), alegando a necessidade de "eliminar as ameaças ao Estado" de Israel. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Veículos de imprensa indicam que foi um ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel.
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo para que altere seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- O Irã tem reiteradamente alertado que está preparado para responder com golpes "pesados" a qualquer "erro estratégico" dos EUA. Além disso, enfatizou que uma paralisação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável".
- Além disso, na sexta-feira (27), véspera do ataque, o presidente dos EUA, Donald Trump declarou estar insatisfeito com as negociações que seu país mantinha com o Irã. "Eles precisam dizer: 'Não vamos desenvolver armas nucleares'", afirmou Trump. Enquanto isso, o Irã tem reiteradamente declarado que não tem intenção de desenvolver armas nucleares.
Resposta do Irã
Teerã havia expressado a disposição de manter um "diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos", mas alertou que qualquer ação militar contra o país "será considerada o início de uma guerra", afirmando que suas forças armadas estavam "prontas, com o dedo no gatilho, para responder imediata e decisivamente a qualquer agressão".
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O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, advertiu os EUA e Israel de que suas forças estavam preparadas para responder a provocações. Segundo ele, as tropas "estão mais preparadas do que nunca, prontas para cumprir as ordens e diretrizes do comandante-em-chefe, um líder mais amado do que suas próprias vidas", referindo-se ao aiatolá Ali Khamenei.
Outro oficial militar iraniano de alta patente, Ali Abdollahi, afirmou que, se a Casa Branca optar por atacar seu país, "todos os interesses, bases e centros de influência americanos" seriam "alvos legítimos" para as Forças Armadas iranianas.
Guerra dos 12 dias
Esta nova agressão contra o Irã ocorre poucos meses após a intervenção militar de junho de 2025, quando Israel lançou um ataque não provocado contra a nação persa, que levou a uma troca de ataques com mísseis e drones entre os dois países.
Durante a chamada Guerra dos Doze Dias, os alvos do Estado sionista foram as instalações nucleares da República Islâmica, comandantes militares e altos funcionários, bem como cientistas nucleares. Vários deles foram mortos, juntamente com suas famílias. O confronto se intensificou com a intervenção dos EUA, que bombardeou três importantes instalações nucleares iranianas.
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Trump então afirmou que o programa nuclear da República Islâmica havia sido "destruído", uma avaliação que foi contestada pelas próprias agências de inteligência de Washington. Teerã respondeu à ofensiva dos EUA lançando um ataque à maior base militar americana no Oriente Médio, localizada no Catar. Em 24 de junho, Tel Aviv e Teerã anunciaram um cessar-fogo que pôs fim às hostilidades.

