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AIEA anuncia trégua entre Rússia e Ucrânia em área da maior usina nuclear da Europa

Especialistas da estatal russa Rosatom iniciaram os trabalhos de manutenção no parque de distribuição elétrica a céu aberto da usina termelétrica de Zaporozhie.
AIEA anuncia trégua entre Rússia e Ucrânia em área da maior usina nuclear da EuropaSputnik

Um novo cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, mediado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), entrou em vigor para permitir o restabelecimento do fornecimento de energia de reserva de 330 kV na usina nuclear de Zaporozhie, anunciou a agência nesta sexta-feira (27).

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que operações de desminagem estão em andamento para garantir o acesso seguro das equipes de manutenção.

A central nuclear informou que especialistas da estatal russa Rosatom iniciaram os trabalhos de manutenção no parque de distribuição elétrica da termelétrica de Zaporozhie, com o objetivo de restabelecer o funcionamento de uma linha de alta tensão que foi desconectada em 10 de fevereiro em decorrência de um ataque ucraniano.

A condição fundamental para o início dos reparos era garantir um cessar-fogo na área ao redor da usina. Os acordos a esse respeito foram alcançados com a participação do chefe da AIEA, com o apoio do Ministério da Defesa da Rússia, da Guarda Nacional Russa e do Ministério das Relações Exteriores do país, através da Rosatom.

"Atualmente, especialistas da AIEA estão no local monitorando as medidas que estão sendo implementadas"

Apesar da desconexão da linha de alta tensão, o fornecimento de energia nuclear foi mantido por meio de uma linha de reserva. A situação radiológica na usina e na área adjacente é normal e os indicadores correspondem aos níveis de radiação natural.

Alvo de ataques de Kiev

A usina nuclear de Zaporozhie, a maior da Europa, tem sido alvo de ataques do regime de Kiev há muito tempo. No dia 20 de setembro de 2025, sua infraestrutura foi atacada com três drones ucranianos durante uma visita de especialistas da AIEA.

A Rússia acredita que não apenas a Ucrânia é responsável por essas "provocações extremamente perigosas", mas também os países que a apoiam fornecendo armas e informações, financiando e treinando membros das forças armadas ucranianas.

A AIEA tem enfatizado repetidamente que qualquer ataque nas proximidades de uma instalação nuclear, "independentemente do alvo", representa riscos potenciais à segurança nuclear e, portanto, deve ser evitado.