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Kremlin comenta o fim do tratado de armas estratégicas

Chegar a um novo acordo "será um processo longo e difícil", alertou Dmitry Peskov.
Kremlin comenta o fim do tratado de armas estratégicasGettyimages.ru / Gerasimov174

Moscou ainda aguarda uma resposta de Washington sobre sua iniciativa de um novo acordo para substituir o Tratado de Redução de Armas Estratégicas Ofensivas (New START) sobre a redução de armas ofensivas estratégicas, que expira em 5 de fevereiro, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quinta-feira (29).

"A posição do Kremlin é bem conhecida e consistente. Sim, ainda estamos esperando, mas o tempo está acabando. Não houve resposta dos Estados Unidos", declarou Peskov.

Ele também indicou a posição do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o assunto: "Se este documento expirar, criaremos um novo, ainda melhor".

"Veremos como a situação se desenvolve", acrescentou o porta-voz.

Peskov acredita que alcançar um novo tratado "será um processo longo e difícil" devido a muitos fatores envolvidos. 

Na ausência de acordos, surgirá um problema do ponto de vista do déficit no quadro jurídico nessa área, sublinhou ele.

"Este será um déficit grave, que dificilmente atenderá aos interesses dos povos de nossos dois países, bem como de todo o mundo, porque estamos falando de estabilidade estratégica global", observou o porta-voz. 

  • Em setembro passado, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou está preparada para permanecer como parte do tratado por mais um ano após sua expiração em 5 de fevereiro de 2026, caso os Estados Unidos tomem medidas semelhantes.
  • Durante uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia, Putin observou que, por quase 15 anos, este acordo continuou a desempenhar um importante papel positivo na manutenção do equilíbrio de poder e da segurança na área de armas ofensivas estratégicas.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a proposta como "uma boa ideia". No entanto, Moscou tem apontado repetidamente para a falta de uma resposta clara, enquanto Washington aumenta "ativamente" as capacidades de suas forças ofensivas estratégicas.