O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Michael Flynn, publicou no domingo (21) uma acusação de conspiração entre a CIA e agências de inteligência europeias, alegando uma tentativa de sabotagem dos esforços da administração Trump para encerrar o conflito ucraniano.
Flynn afirmou que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) está "em conluio com o MI6 (Serviço de Inteligência do Reino Unido) e outros membros da comunidade de inteligência da União Europeia" para induzir o Ocidente a uma guerra contra a Rússia.
O ex-conselheiro rememora as experiências anteriores de intervenção externa dos Estados Unidos como operações desvantajosas ao orçamento e ao prestígio do país, enfatizando que o povo americano "não quer gastar mais um centavo com um ditador de araque", em referência ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky.
A publicação de Flynn é feita em citação às declarações da Diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, em resposta a reportagens da agência britânica Reuters que alegaram que a inteligência americana reconhece aspirações russas de "restaurar o 'império soviético'".
"Isso é uma mentira e propaganda que a Reuters está espalhando deliberadamente em nome de belicistas", escreve Gabbard, acusando tentativas de instigação do conflito, na mesma esteira dos comentários de Flynn.
As declarações ocorrem em meio a novas etapas das negociações para o encerramento do conflito ucraniano, realizadas nos últimos dias em Miami, Flórida, entre os enviados especiais de Moscou e Washington, julgadas "produtivas" por Steve Witkoff e resilientes às "sabotagens belicistas" por Kirill Dmitriev.