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Inteligência britânica impulsionou conflito na Ucrânia e fabricou dados sobre Irã, diz jornalista à RT

O jornalista investigativo do The Grayzone, Kit Klarenberg, destacou que o MI6 é conhecido "por ir muito além do que outras agências de inteligência estão dispostas a fazer".
Inteligência britânica impulsionou conflito na Ucrânia e fabricou dados sobre Irã, diz jornalista à RTElena Zolotova / Gettyimages.ru

O Serviço Secreto de Inteligência do Reino Unido, conhecido como MI6, desempenhou um papel central na disseminação de dados de inteligência falsos e na participação em ações provocativas com o objetivo de incitar conflitos globais, afirmou nesta quinta-feira (3) à RT o jornalista investigativo Kit Klarenberg, do portal The Grayzone.

Klarenberg detalhou como a inteligência britânica interferiu no conflito ucraniano e falsificou dados sobre o programa nuclear do Irã.

Segundo ele, o Reino Unido esteve na linha de frente dos esforços para envolver ainda mais o Ocidente na crise ucraniana. "Desde o início da guerra por procuração na Ucrânia, venho relatando como o Reino Unido está liderando esse esforço", declarou, acrescentando que, embora muitos vejam o MI6 apenas como uma ferramenta da CIA, "eles cuidam dos próprios interesses o tempo todo".

Comentando sobre o ataque à ponte de Kerch em 2022, o jornalista afirmou que conseguiram revelar que a ação foi planejada pelo MI6 em poucas horas, sendo orquestrada pelo agente britânico e assessor da OTAN Chris Donnelly.

"Temos indícios, conversas com altos funcionários militares britânicos em que se discute como a relutância do governo [do ex-presidente dos EUA Joe] Biden em se envolver totalmente na guerra por procuração deve ser combatida a qualquer custo", afirmou Klarenberg.

"Como vassalo dos Estados Unidos, que depende totalmente da riqueza e do poder de Washington para manter sua relevância internacional, bem, o que não fariam para manter os EUA envolvidos em conflitos que eles mesmos fomentaram?", questionou.

"Podem fazer o que quiserem"

O jornalista também disse estar convencido de que o MI6 está por trás de recentes atos de sabotagem e terrorismo contra ferrovias e bases aéreas, ressaltando que o órgão "é capaz de cometer esse tipo de ação" com o objetivo de escalar ainda mais o conflito na Ucrânia.

Sobre a atuação de Londres no Oriente Médio, Klarenberg assegurou que o MI6 fabricou dados relacionados ao programa nuclear iraniano.

De acordo com Klarenberg, um conhecido espião veterano do MI6, Nicholas Langman, teria se infiltrado na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para ajudar a coordenar as sanções impostas pelo Ocidente ao Irã entre 2010 e 2020. Ele acrescentou que Langman trabalhou para alinhar as agências de inteligência dos EUA e do Oriente Médio às alegações de que Teerã estaria desenvolvendo armas nucleares.

Nesse sentido, Klarenberg declarou que o MI6 é conhecido "por ir muito além do que outras agências de inteligência estão dispostas a fazer", operando praticamente "sem supervisão". "Basicamente, podem fazer o que quiserem", concluiu.