
Argentina expressa preocupação com pedido de prisão de Netanyahu

A Argentina expressou sua preocupação com o pedido do promotor do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, de mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant.

O Ministério das Relações Exteriores do país latino-americano declarou em um comunicado na quarta-feira que a decisão "questiona o direito de legítima defesa que exerce Israel, que é reconhecido pelo direito internacional, e que a Argentina reivindica", e também iguala "um Estado democrático - como se refere a Israel - com "líderes de uma organização terrorista responsável por crimes brutais", como chama os três líderes do Hamas que também aparecem no pedido de Khan.
Buenos Aires rejeita essa equiparação, que considera "errônea", observou a Chancelaria argentina. "Além disso, o promotor parece ter ignorado o trabalho dos tribunais israelenses envolvidos na investigação dos fatos atribuídos, bem como não ter dado a oportunidade ao sistema judicial local de realizar sua tarefa com todas as garantias do caso", acrescentou.
De acordo com o Governo argentino, a atitude do promotor do TPI "não contribui para melhorar a situação no conflito e, ao contrário, adiciona obstáculos aos esforços para conseguir a libertação dos reféns que ainda estão nas mãos do Hamas, a chegada de ajuda humanitária e uma solução de longo prazo para a crise".
Khan, por sua vez, esclareceu que havia solicitado os mandados de prisão devido à ausência de provas convincentes de que os tribunais israelenses estejam investigando os supostos crimes cometidos na Faixa de Gaza. "Apesar dos esforços significativos da Promotoria, nenhuma informação foi recebida de Israel que demonstre que estão realizando autênticos processos judiciais para comprovar ou investigar os crimes declarados", afirmou.

