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Câmara dos EUA rejeita resoluções para frear agressões de Trump contra Venezuela

Propostas tentavam restringir ações militares do presidente dos EUA contra a Venezuela sem autorização prévia do Congresso.
Câmara dos EUA rejeita resoluções para frear agressões de Trump contra VenezuelaGettyimages.ru / Chip Somodevilla

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira (17) duas resoluções lideradas por democratas que buscavam limitar a autoridade do presidente Donald Trump para realizar operações militares ou ataques em território venezuelano e contra supostas "narcolanchas".

A primeira resolução, que obteve 210 votos a favor e 216 contra, pretendia pôr fim aos ataques contra essas embarcações, obrigando Trump a interromper as "hostilidades contra organizações terroristas designadas pelo presidente no hemisfério ocidental", salvo autorização do Congresso.

A segunda, rejeitada por 211 votos a favor e 213 contra, exigia que o presidente suspendesse "o uso das Forças Armadas dos EUA para hostilidades dentro ou contra a Venezuela", a menos que contasse com autorização do Congresso.

Agressões dos EUA

  • Escalada militar: Os Estados Unidos, em agosto, enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
  • Falsos pretextos: Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
  • Infiltrações de inteligência: O presidente americano Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro perguntou, em resposta: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou.
  • Postura venezuelana: Maduro afirma que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
  • Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em mais de 60 mortos. Os bombardeios também foram criticados pelos governos de países como RússiaColômbiaMéxico e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao que consagra o direito internacional.