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Jornalista norte-americano afirma que Trump vai anunciar guerra contra a Venezuela nesta noite

''Um membro do Congresso me disse isso esta manhã", afirmou o jornalista Tucker Carlson.
Jornalista norte-americano afirma que Trump vai anunciar guerra contra a Venezuela nesta noiteGettyimages.ru / Anna Moneymaker

O apresentador norte-americano Tucker Carlson afirmou que existe a possibilidade de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar nesta noite uma agressão contra a Venezuela.

Em entrevista ao programa Judging Freedom, Carlson informou que, na véspera, membros do Congresso dos EUA teriam sido informados de ''que uma guerra está por vir e que o presidente a anunciará no discurso à nação desta noite, às 21h (horário de Washington)".

"E eu nunca quero exagerar o que sei, que em geral é bastante limitado. Mas um membro do Congresso me disse isso esta manhã", acrescentou, sem revelar a identidade da fonte.

Na sequência, Carlson declarou oposição à possibilidade de guerra. Antecipando críticas, afirmou que não é "comunista" e explicou:

"Minha oposição vem do que aprendi observando de perto nos últimos 25 anos, desde que passei a cobrir todas essas histórias, incluindo Iraque e Afeganistão. Pelo que observei, não houve nenhum esforço de mudança de regime que tenha beneficiado os EUA ou o mundo nos últimos 80 anos, que eu saiba".

As declarações ocorrem um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenar um "bloqueio total" da entrada e saída de navios petroleiros da Venezuela, ao mesmo tempo em que anunciou que o governo do país sul-americano foi "designado como uma organização terrorista".

"Um ato vulgar de pirataria"

Após as afirmações de Trump, a Venezuela informou que suas operações de exportação de petróleo bruto e derivados seguem ocorrendo normalmente, sob "esquemas seguros e garantias plenas".

Por sua vez, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou as declarações do republicano como "delirantes" e alertou que o aumento das hostilidades no Caribe coloca em risco "a estabilidade energética mundial".

Ele também qualificou como um "ato vulgar de pirataria" a ordem de Trump para bloquear os navios petroleiros e acrescentou que as "acusações formuladas" sobre um suposto "roubo" de petróleo, terras e outros ativos da Venezuela aos EUA são "fantasiosas e incoerentes" e "completamente falsas".

O ministro venezuelano ainda questionou a omissão dos organismos internacionais diante das agressões alarmantes dos EUA contra a Venezuela, que incluem a recente apreensão ilegal de um petroleiro em águas do Caribe.

Agressões dos EUA

  • Escalada militar: Os Estados Unidos, em agosto, enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
  • Falsos pretextos: Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
  • Infiltrações de inteligência: O presidente americano Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro perguntou, em resposta: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou.
  • Postura venezuelana: Maduro afirma que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
  • Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em mais de 60 mortos. Os bombardeios também foram criticados pelos governos de países como RússiaColômbiaMéxico e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao que consagra o direito internacional.