Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil somaram US$ 74,3 bilhões (R$ 396 bilhões) até outubro deste ano, ultrapassando o total registrado em todo o ano passado, quando o Banco Central contabilizou US$ 74,1 bilhões (R$ 394 bilhões). Os dados foram divulgados pelo próprio Banco Central nesta quarta-feira (26).
De acordo com a autoridade monetária, apenas em outubro o país recebeu R$ 10,9 bilhões em aportes externos, alta de 64% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado de 12 meses, o volume chegou a US$ 80,1 bilhões (R$ 426 bilhões), 9,8% acima do resultado de setembro (US$ 72,9 bilhões). Na série histórica iniciada em 1995, esse patamar anual acima de US$ 80 bilhões (R$ 426 bilhões) foi superado apenas em 2010, 2011, 2012 e 2014.
Segundo informações do portal g1, o avanço ocorre em paralelo a sucessivos recordes na Bolsa de Valores de São Paulo. Somente em 2025, o índice da B3 registrou 25 máximas de fechamento, impulsionado pelo ambiente externo mais favorável e pela expectativa de redução da Selic. Entre os setores, bancos lideraram as altas.
Ainda de acordo com o portal, a guinada do Federal Reserve tem sido decisiva para o movimento. Em 29 de outubro, o banco central dos Estados Unidos promoveu o segundo corte de juros do ano, levando a taxa para a faixa de 3,75% a 4%, o menor nível desde novembro de 2022. A redução ocorreu após nove meses sem cortes, interrompidos pela decisão de 17 de setembro.
O cenário também contrasta com a Selic, mantida pelo Copom em 15% na reunião de 5 de novembro, o maior nível em quase duas décadas. O diferencial de juros favorece tanto a renda fixa brasileira quanto a renda variável, ampliando o fluxo de capital para ativos negociados na B3 e fortalecendo o real frente ao dólar.