Brasil registra menor nível da extrema pobreza desde 1995

Levantamento revela que melhoria dos últimos anos se deu pelo aquecimento do mercado de trabalho e a expansão dos programas sociais.

O Brasil alcançou melhorias significativas nos quesitos de renda e desigualdade em 2024, sendo o índice de pobreza extrema o menor já registrado em todo o período pesquisado desde 1995, informou nesta terça-feira (25) o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no portal oficial do governo com a referência ao estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo, ao longo de 30 anos o país alcançou melhorias: a renda domiciliar per capita subiu 70%, o coeficiente de Gini (que avalia a desigualdade de renda) diminuiu cerca de 18% e a taxa de extrema pobreza diminuiu de 25% em 1995 para menos de 5% em 2024.

Segundo o levantamento, o aumento dos últimos anos é explicada por dois fatores: o aquecimento do mercado de trabalho e a expansão dos programas sociais; contudo, enquanto cada menos se registra o efeito dos benefícios sociais, o peso do mercado de trabalho está aumentando. 

A pesquisa também revela que em 2024, 4,8% da população vivia em situação de pobreza extrema (US$3 por dia, ou seja, R$16 por dia) e 26,8% estava abaixo da linha de pobreza (US$8,30 por dia, ou seja, cerca de R$45 por dia).