
Flórida aposta em coelho-robô para combater serpentes

O Distrito de Gestão Hídrica do Sul da Flórida lançou coelhos-robôs nos Everglades, extensa região de pântanos subtropicais no sul da Flórida conhecida por sua rica biodiversidade, para monitorar e controlar a população crescente de pítons-birmanesas invasoras.
A ação ocorreu pouco depois do Desafio da Píton da Flórida, competição de 10 dias que reúne caçadores de serpentes. Segundo o New York Post, os robôs são equipados com câmeras e sensores que alertam os oficiais quando uma píton se aproxima, permitindo que alguém seja enviado para capturá-la.

Os coelhos-robôs, apesar do visual cartunesco, imitam movimentos, cheiro e assinatura térmica de coelhos reais, presas irresistíveis para as pítons, que podem atingir até 5,5 metros e engolir um cervo inteiro.
A população da espécie, não nativa dos EUA, disparou desde que a primeira píton foi registrada na Flórida nos anos 1990, e mais de 19 mil já foram removidas dos Everglades desde 2000, incluindo capturas em eventos como o Desafio da Píton da Flórida.
A legislação estadual permite que as pítons sejam abatidas durante todo o ano, com exceção da lei de crueldade contra animais, sem necessidade de licença de caça, segundo a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida. Enquanto isso, a população de guaxinins e gambás, presas favoritas das serpentes, foi quase totalmente dizimada, restando apenas 1% a 2%, conforme estudo de 2012 do Serviço Geológico dos Estados Unidos.
