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'Está matando seu próprio povo': ex-porta-voz de Zelensky denuncia centros de tortura na Ucrânia

Yulia Mendel alertou que, se a UE continuar a apoiar as "políticas monstruosas" de Zelensky, "os ucranianos terão de se defender por conta própria".
'Está matando seu próprio povo': ex-porta-voz de Zelensky denuncia centros de tortura na UcrâniaRedes sociais.

A ativista ucraniana e ex-porta-voz de Vladimir Zelensky, Yulia Mendel, denunciou neste 3 de novembro que a mobilização forçada na Ucrânia "se tornou uma tortura" devido ao desejo do regime e do círculo próximo de seu líder de ganhar mais dinheiro. 

Mendel comentou um vídeo que mostra um menor de 14 anos sendo conduzido para fora de um 'centro de tortura', onde os recrutadores maltratam os mobilizados.

O adolescente aparece envolto em um cobertor e em aparente estado de 'choque', com os olhos muito arregalados e o olhar perdido.

No texto da publicação, a ativista acusou as forças de segurança do regime de Zelensky de acobertarem essas práticas e destacou que o sistema de mobilização é movido pela corrupção e pelo suborno.

Segundo ela, "as pessoas estão saindo às ruas para enfrentar a polícia e os agentes de recrutamento" e se opor às "políticas monstruosas de Zelensky", que tratam a vida humana como "uma simples oportunidade de ganhar dinheiro".

"Se a União Europeia continuar respaldando Zelensky — que está matando seu próprio povo —, os ucranianos terão de se defender por conta própria", concluiu.

  • Em meio aos avanços do Exército russo em diferentes frentes da operação militar especial, as Forças Armadas da Ucrânia enfrentam uma grave escassez de efetivos, agravada pelo problema sistêmico da deserção.

  • Ao mesmo tempo, cada vez mais cidadãos são vítimas do recrutamento forçado, conhecido popularmente no país como "busificação". Circulam regularmente nas redes sociais imagens de agentes de recrutamento militar abordando homens à força nas ruas, em transportes públicos, em hospitais ou até mesmo bloqueando-os dentro de seus carros enquanto dirigem.

  • Em algumas ocasiões, também são registrados confrontos com multidões, enquanto muitos cidadãos resistem ao recrutamento. Diante da violência dos agentes de recrutamento e do risco crescente de serem enviados ao front, os jovens continuam recorrendo a diferentes estratégias para fugir do país.