O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, afirmou que o país responderá à agressão dos Estados Unidos.
"Trump violou nossa soberania, atacou três locais em nosso território e causou danos. Isso não ficará sem resposta", declarou nesta segunda-feira (23).
O militar também fez uma ameaça direta ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que havia elogiado a intervenção do presidente Trump no conflito.
Escalada do conflito
Desde as primeiras horas do dia 13 de junho, quando Israel lançou um ataque não provocado contra o Irã, as duas nações têm se bombardeado mutualmente. Rússia, China e vários outros países em todo o mundo condenaram veementemente a ofensiva israelense como uma grave violação da lei internacional e da Carta da ONU.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na noite de 21 de junho que a Força Aérea americana havia concluído um "ataque bem-sucedido" contra três instalações nucleares no Irã: Fordo, Natanz e Isfahan.
Moscou condenou reiteradamente as ações israelenses e alertou para o risco de consequências graves. No seu primeiro pronunciamento sobre o conflito, Putin afirmou que ainda há caminhos diplomáticos para encerrar os combates e que é possível atender aos interesses do Irã sem ignorar as preocupações de segurança de Israel.
Já sobre a ofensiva dos EUA contra o Irã, o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, enfatizou que os Estados Unidos confirmaram que "para preservar sua hegemonia global, estão dispostos a cometer qualquer crime e violar o direito internacional", ressaltando que "ninguém autorizou" Washington a realizar tais ações.
COMO IRÃ E ISRAEL CHEGARAM AO CONFRONTO DIRETO APÓS QUATRO DÉCADAS DE TENSÃO? ENTENDA EM NOSSA LINHA DO TEMPO.