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Kremlin responde a rumores sobre supostas negociações entre Rússia e Ucrânia no Vaticano

Na última semana, o Papa Leão XIV propôs que o Vaticano seja uma plataforma para as negociações, e afirmou que a Santa Sé está pronta para tornar este canal de diálogo possível.
Kremlin responde a rumores sobre supostas negociações entre Rússia e Ucrânia no VaticanoGettyimages.ru / Anadolu

"Não há acordos específicos sobre uma nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia", afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, aos repórteres nesta quinta-feira (22).

"Até o momento, não há acordos específicos sobre as próximas reuniões. Isso ainda não foi acordado. O trabalho está em andamento para cumprir os acordos que foram alcançados em Istambul", declarou Peskov.

Anteriormente, o The Wall Street Journal informou que uma nova rodada de negociações entre as delegações russas e ucranianas deverá ocorrer no Vaticano em meados de junho.

Em um telefonema com líderes europeus no sábado (18 de maio) que incluía o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, e o primeiro-ministro do Reino Unido Keir Starmer, o presidente dos EUA Donald Trump indicou que o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial da Casa Branca Keith Kellogg seriam mandados para participar de negociações a serem realizadas no Vaticano, observou o jornal.

Outra conversa com os líderes europeus ocorreu na segunda-feira, 19 de maio, no dia da ligação telefônica entre Trump e seu colega russo, Vladimir Putin. De acordo com o WSJ, alguns dos interlocutores do presidente americano insistiram que o resultado de qualquer conversa no Vaticano deveria ser um cessar-fogo incondicional. No entanto, Trump teria se oposto a essa ideia, observando que não gostava do termo 'incondicional'

Relembre:

Na semana passada, o Papa Leão XIV propôs que o Vaticano fosse uma plataforma para as negociações entre Rússia e Ucrânia, oferecendo uma "oportunidade para uma reunião direta entre os dois lados".

O papa também afirmou que a Santa Sé está pronta para fazer com que "os inimigos se encontrem e se olhem nos olhos" para que a esperança e a dignidade da paz possam retornar às nações.