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Congressista dispara contra direita espanhola: 'vende-pátria escolhe Trump em vez do próprio país'

Durante debate sobre o tarifaço de Trump, um deputado da Esquerda Republicana da Catalunha criticou o alinhamento do Vox aos EUA, apontando para contradições no discurso "nacionalista" do partido.
Congressista dispara contra direita espanhola: 'vende-pátria escolhe Trump em vez do próprio país'Eduardo Parra/Europa Press via Getty Images

Nesta semana, o deputado espanhol Gabriel Rufián (Esquerda Republicana da Catalunha) acusou o partido da direita nacionalista Vox de priorizar os interesses dos EUA em detrimento da Espanha, como informou o HuffPost.

O embate ocorreu durante sessão no Congresso dos Deputados, após integrantes do Vox defenderem como "legítimas" as tarifas comerciais impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Críticas à "duplicidade" do Vox

Rufián ironizou a justificativa do partido para as medidas de Trump: "Se as tarifas são culpa da esquerda, que 'não acredita no país', então os 10% contra Milei [Argentina] e os 20% para Meloni [Itália] também são?". Em tom ácido, acusou o Vox de traição:

"É preciso ser muito vende-pátria para escolher Trump em vez do próprio país".

A declaração acirrou o debate sobre o impacto das tarifas na economia europeia, em um contexto de tensão entre blocos políticos. O Vox, aliado declarado de Trump, já havia se posicionado "contra" as medidas na semana passada, mas mantém o discurso de legitimidade.

"Imagine o escândalo se fosse Maduro"

Finalizando, Rufián criticou a suposta falta de reação do Vox a declarações polêmicas de Trump: "Vocês, que são tão 'patriotas' e ficam falando em nação 24 horas, não se incomodaram quando Trump disse que 'todos os países estão ligando e beijando a sua bunda'. Imagine o escândalo se fosse o [Nicolás] Maduro quem dissesse isso!".

Na defensiva, Vox minimiza

O líder do partido, Santiago Abascal, minimizou a polêmica: "A verdadeira tarifa é o dinheiro público gasto com corrupção, não com protecionismo", atacando partidos rivais. Já a deputada María Elisa García Fuster (Vox) negou contradição: "Apoiamos Trump, mas discordamos de políticas que afetem nossos empresários".

A discussão reflete a complexidade da relação entre Europa e EUA, com a direita nacionalista em uma situação delicada, equilibrando-se entre "retórica nacionalista" e o alinhamento a figuras polêmicas como Trump.

Enquanto isso, a esquerda aproveita a brecha para reforçar críticas ao que chama de "submissão ideológica" da direita a Trump.