Um estudo de cientistas chineses de Shenzhen, publicado recentemente na revista Biomaterials Translational, propõe uma nova explicação para a origem da vida na Terra.
Nanopartículas minerais com propriedades semelhantes às de enzimas, chamadas de nanozimas, teriam desempenhado um papel central na formação das primeiras moléculas biológicas.
Embora o estudo destaque principalmente minerais como magnetita, sulfetos de ferro e sulfetos de zinco, pesquisas anteriores já demonstraram que nanopartículas de ouro também podem apresentar comportamento semelhante ao de enzimas, acelerando reações químicas complexas.
Segundo o pesquisador Gang Fan, essas partículas naturais atuaram como catalisadores de reações químicas essenciais no planeta primitivo, ajudando a transformar compostos inorgânicos em moléculas orgânicas.
A hipótese também sugere que proteínas complexas de DNA e RNA podem ter surgido de forma quase simultânea, o que vai contra a ideia corrente de que o RNA teria surgido primeiro.
O estudo destaca ainda um processo denominado "fotossíntese inorgânica", no qual minerais teriam utilizado a energia solar para converter dióxido de carbono e água em compostos necessários ao surgimento da vida.
Para o autor, "o surgimento da vida é definitivamente um resultado natural da interação entre a radiação solar e as múltiplas condições da Terra primordial, e não apenas um evento acidental".