
Grande Pirâmide do Egito foi feita para resistir a terremotos, aponta estudo

A Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, pode ter sido projetada com mecanismos avançados de resistência a terremotos há cerca de 4,6 mil anos. É o que aponta um estudo publicado, na quinta-feira (21), na revista científica Scientific Reports.
Pesquisadores analisaram a estrutura da pirâmide utilizando sismômetros, com o objetivo de registrar vibrações naturais e atividades humanas em 37 pontos diferentes dentro e ao redor do monumento.

O estudo concluiu que a construção apresenta uma resposta estrutural "notavelmente homogênea e estável", mesmo diante de vibrações contínuas.
Segundo os cientistas, diversos elementos ajudam a explicar a durabilidade da pirâmide: uma base extremamente larga, centro de gravidade baixo, geometria altamente simétrica e redução gradual de massa em direção ao topo.
Os pesquisadores também identificaram câmaras internas que ajudam a dissipar vibrações e reduzir o impacto de terremotos na chamada Câmara do Rei, considerada uma das áreas mais importantes da estrutura.
A pesquisa destaca ainda que a Grande Pirâmide sofreu poucos danos mesmo após grandes terremotos registrados na região, como os de 1847 e 1992, que destruíram milhares de edifícios no Egito.
