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VÍDEOS: Greves paralisam a França enquanto popularidade de Macron despenca

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas contra cortes no orçamento público, perda do poder de compra e falta de recursos em serviços essenciais.
VÍDEOS: Greves paralisam a França enquanto popularidade de Macron despencaNicolas Economou/ Gettyimages / AP / Jean-Francois Badias

Uma onda de manifestações abalou a França nesta terça-feira (29), quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a perda do poder de compra e reivindicar mais recursos. As demandas estão ligadas aos planos do governo de cortar cerca de 54 bilhões de euros (cerca de R$ 317,55 bilhões) em gastos sociais para reduzir o déficit público.

Segundo dados do Ministério do Interior francês, mais de 200 mil pessoas participaram dos protestos, enquanto a Confederação Geral do Trabalho (CGT) eleva a cifra a 300 mil. Em Paris, segundo as autoridades, cerca de 30 mil manifestantes foram às ruas.

"Subam os salários!", "Controle de preços", "Dos hospitais às associações, mesmos ataques, mesmas lutas!", diziam as faixas.

Na capital francesa, cerca de 8 mil bombeiros se juntaram às marchas, segundo o porta-voz da intersindical, Xavier Boy. "Provavelmente mais de 50%" deles estão em greve para alertar: "Atenção, já não temos capacidade de prestar socorro, e isso é grave", pontuou.

O Ministério da Educação informou que mais de um em cada dez professores (13,71%) aderiu à greve. Ao mesmo tempo, continua no país o bloqueio de escolas por estudantes, que denunciam as condições deficientes de ensino, a deterioração das instalações e atos de violência discriminatória.

Segundo a CGT, 30 mil manifestantes saíram às ruas de Marselha, 11 mil em Toulouse, 10 mil em Lille e Bordeaux e 8 mil em Lyon e Orleans. De acordo com o Ministério da Ação e Contas Públicas, cerca de 10% dos funcionários públicos estaduais (9,64%) participaram das manifestações.

Tudo isso ocorre em um contexto de queda prolongada da popularidade do presidente francês, Emmanuel Macron. Segundo dados da Odoxa-Mascaret, seu índice de aprovação está atualmente em 18%, sete pontos menos que em junho.