O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou neste sábado (5) que suas forças atacaram três petroleiros iranianos em resposta ao ataque da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) contra dois navios de guerra americanos que patrulhavam as águas da região.
"Após os ataques fracassados do Irã, o CENTCOM desativou permanentemente os navios-tanque da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) M/T Downy, próximo à costa da Ilha Jarg, e M/T Stark 1, perto da cidade iraniana de Jask. As forças americanas também destruíram completamente o navio-tanque M/T Kylo (também conhecido como 'Noxen'), que estava descarregando no Golfo de Omã, atingindo-o em vários pontos críticos para torná-lo inoperável após a tripulação receber ordens para abandonar o navio", dizia o comunicado.
A agência afirmou que os três navios-tanque atacados fazem parte de "uma rede clandestina multibilionária que financia a Guarda Revolucionária Islâmica e seus aliados regionais". Não apresentou nenhuma prova para sustentar essa alegação.
Ao mesmo tempo, o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, enviou uma mensagem a Teerã: "Se vocês atacarem dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior: destruiremos três dos seus [...] Não hesitaremos em defender as forças americanas e, se necessário, destruir a frota limitada e vulnerável de petroleiros do Irã", declarou.
Nova escalada
- O Comando Central dos EUA lançou na terça-feira (1º) uma série de bombardeios em larga escala contra posições da Guarda Revolucionária iraniana nas províncias de Sistão, Baluchistão e Hormozgã. Washington justificou esses ataques como uma resposta direta às supostas tentativas do Irã de plantar minas no Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump defendeu a legitimidade desses ataques e enviou uma severa advertência a Teerã caso o país tente retaliar. O presidente norte-americano ameaçou lançar uma ofensiva militar destrutiva ainda maior que está "à espera nos bastidores", garantindo que, caso isso ocorra, "restará muito pouco da República Islâmica do Irã".
- Em resposta ao ataque aéreo de Washington, as forças militares da República Islâmica do Irã lançaram uma ofensiva de retaliação utilizando mísseis e drones contra "posições inimigas" na região.
- O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã e o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, afirmaram que os EUA se arrependerão dessa nova agressão. Desde Teerã, prometeram desferir "golpes esmagadores e devastadores" contra tropas e bases do Exército norte-americano destacadas no Oriente Médio.