Milhares de pessoas lotaram as ruas de Teerã nesta segunda-feira (6) para participar do cortejo fúnebre do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Foi o terceiro dia de cerimônias públicas para a despedida do líder e de seus familiares, mortos em ataques aéreos conjuntos entre Estados Unidos e Israel no final de fevereiro.
A marcha popular foi marcada por uma forte rejeição aos Estados Unidos e a Israel, alertando para uma mudança iminente nas "equações da região".
Segundo declarações de Alireza Zakani, prefeito da capital iraniana, à agência de notícias Tasnim, a participação massiva e o hasteamento de bandeiras vermelhas simbolizam um "grito de vingança" e a resistência popular contra os Estados Unidos e Israel.
A multidão também entoou slogans jurando lealdade ao atual líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, comprometendo-se com uma luta ininterrupta para vingar a morte de seu antecessor e alcançar a "vitória final sobre a arrogância global".
As cerimônias privadas em memória do aiatolá Ali Khamenei começaram na última sexta-feira (3). Já o acesso do público ao memorial foi aberto no dia seguinte.
As cerimônias de despedida terminarão em 9 de julho com o sepultamento do líder supremo em sua cidade natal, Mashhad.
Na semana passada, delegações da Rússia, China, Índia, Iraque, Paquistão, Turquia e outros países também viajaram ao Irã.
A Rússia foi representada em Teerã pelo ex-presidente do país e atual vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev, que enfatizou que a morte do aiatolá uniu a sociedade iraniana.