
Teerã alerta que sanções americanas contra Irã terão 'consequências perigosas' para comércio global

Nesta quarta-feira (14), o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a imposição pelos Estados Unidos de uma tarifa de 25% sobre produtos dos parceiros econômicos iranianos, classificando-a como uma "vingança contra o povo iraniano por sua lealdade à pátria".
O ministério também alertou para as "consequências perigosas" que tais "medidas coercitivas unilaterais" teriam sobre o sistema de comércio internacional.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, afirmou que "o povo iraniano tem sido submetido a sanções injustas e ilegais e a pressões econômicas por parte dos EUA e de alguns de seus aliados há mais de 75 anos, sob diversos pretextos".
"Crime contra a humanidade"
Baqaei também enfatizou o "caráter ilegal e desumano" das sanções econômicas dos EUA contra o Irã, que, segundo ele, violam princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional, incluindo o de livre comércio entre os Estados.
O porta-voz também afirmou que as sanções econômicas dos EUA violam "os direitos fundamentais de todo cidadão iraniano" e, portanto, "constituem um crime contra a humanidade, e aqueles que impõem tais sanções devem ser responsabilizados pelas consequências e repercussões desses crimes".
Baqaei também clamou às Nações Unidas para que cumpram seu dever de salvaguardar o Estado de Direito Internacional e afirmou que Teerã "continuará resolutamente no caminho do progresso e do desenvolvimento do país".
- Os protestos contra o governo iraniano estouraram no final de 2025 depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial, a moeda do país, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
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