Com raízes no mar - RT Reporta

No Chile, a coleta de algas marinhas é muito mais do que um simples ofício. Além de ser uma importante fonte de renda para muitas famílias, trata-se de uma atividade passada de geração em geração. Conhecidos como os guardiões do mar, os coletores de algas enfrentam uma série de adversidades, já que preservar esse trabalho tradicional e os frágeis ecossistemas marinhos tem se tornado cada vez mais difícil. Será que essa prática ancestral vai sobreviver?

O Chile, com sua extensa costa, favoreceu o desenvolvimento de ofícios milenares ligados ao mar. Entre eles, a coleta de algas é uma atividade que desafia as marés e as ondas, tornando-se o sustento diário de muitas famílias

Em Pichilemu, a sudoeste da capital chilena, homens e mulheres dedicam suas vidas à coleta de algas marinhas. 

Desafios do crescimento do turismo

No entanto, o boom do turismo na região trouxe novos desafios para esses coletores. Ao chegar à comunidade, é possível ver surfistas aproveitando as ondas nas mesmas áreas onde os coletores de algas trabalham.

Essa convivência entre as tradições marítimas e o turismo cria um dilema: a expansão da atividade turística entra em conflito com a preservação desses ofícios ancestrais.

Conexão com o mar e futuro incerto

A coleta de algas não representa apenas um meio de subsistência, mas também uma profunda conexão espiritual. No entanto, os desafios são múltiplos: a falta de infraestrutura, o acesso limitado às áreas de trabalho e uma legislação que muitas vezes não reflete as necessidades dos trabalhadores.