Iquitos: o comércio selvagem - RT Reporta

A cidade peruana de Iquitos chama a atenção por sua floresta e seus rios, mas que histórias se escondem por trás dessa beleza amazônica? Animais como jacarés e tartarugas são vendidos enquanto a pobreza e a impunidade tornam isso possível. Diante dessas ilegalidades, há refúgios que resgatam e educam, reabilitando não apenas espécies, mas também consciências.

Iquitos, conhecida como a capital da Amazônia peruana, apresenta-se como um portal para o esplendor natural, cercada por rios e biodiversidade. No entanto, por trás dessa imagem idílica, revelamos uma realidade sombria: a cidade é um dos focos mais importantes do tráfico de espécies silvestres.

A natureza, que deveria ser um refúgio para milhares de animais fascinantes, tornou-se um mercado onde a vida selvagem é explorada pela indústria do turismo.

Comércio ilegal e condições precárias

A equipe da RT adentrou o Mercado de Belén, um lugar onde se encontram não apenas produtos locais, mas também uma variedade alarmante de animais silvestres. Aqui, o comércio ilegal de espécies prospera, fomentado pelas inseguranças econômicas de seus habitantes. 

Alguns admitem que a polícia realiza operações esporádicas, mas a vigilância é insuficiente. Os habitantes das comunidades próximas se deparam com as condições precárias, o que muitas vezes os leva a recorrer ao tráfico de animais como meio de sustento.

Há esperança?

Um raio de esperança surge no Centro de Resgate Amazônico CREA e em Pilpintuwasi, onde trabalha-se para recuperar e reabilitar os animais resgatados. Ambos os centros dependem da educação e do compromisso da comunidade para fomentar a conservação. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer, e o ciclo do tráfico de animais continua a alimentar-se da demanda turística e da falta de oportunidades na região.