'Há uma palavra muito usada nas escolas de samba: resistência' - Entrevista RT

"Em uma escola de samba, além de vestir a camisa, você sente um amor incondicional, um amor inexplicável", diz Angelina Basílio, presidente da Sociedade Rosas de Ouro, uma das maiores escolas de samba do Brasil, campeã do Carnaval de São Paulo de 2025. Ela destaca que, todos os anos, as escolas defendem seu desfile e estão sempre lutando pela cultura negra brasileira. Como foi a preparação para o desfile deste ano? Veja no programa ‘Entrevista’, da RT.

Em entrevista à RT, Angelina Basílio –, presidente da Escola de Samba Sociedade Rosas de Ouro, atual campeã do Carnaval de São Paulo –, compartilhou a trajetória de uma agremiação que nasceu nas ruas da Brasilândia, na Zona Norte da capital, e se tornou um símbolo de cultura e resistência.

Filha de um dos fundadores, Angelina cresceu dentro da escola e hoje lidera com a autoridade de quem viveu todas as etapas, de porta-bandeira a diretora de ala.

Ela relembra as origens humildes, quando os ensaios na rua enfrentavam a resistência dos vizinhos, e a visão de seu pai, que mesmo diante das dificuldades profetizava: "Um dia nós vamos ser uma das maiores escolas de samba do Brasil".

Para além do espetáculo, Angelina destaca o carnaval como um ato de resistência cultural e um gerador de oportunidades.

A Rosas de Ouro emprega cerca de 140 pessoas fixas em suas oficinas , entre aderecistas, costureiras, escultores e serralheiros, movimentando a economia local e formando profissionais por meio de iniciativas como o curso de aderecista da Faculdade Zumbi dos Palmares.

Sobre o futuro, Angelina afirmou que o carnaval precisa de apoio público para sobreviver como expressão cultural. "Eu não vejo Brasil sem escola de samba", declara.