
'Há uma palavra muito usada nas escolas de samba: resistência' - Entrevista RT
Em entrevista à RT, Angelina Basílio –, presidente da Escola de Samba Sociedade Rosas de Ouro, atual campeã do Carnaval de São Paulo –, compartilhou a trajetória de uma agremiação que nasceu nas ruas da Brasilândia, na Zona Norte da capital, e se tornou um símbolo de cultura e resistência.

Filha de um dos fundadores, Angelina cresceu dentro da escola e hoje lidera com a autoridade de quem viveu todas as etapas, de porta-bandeira a diretora de ala.
Ela relembra as origens humildes, quando os ensaios na rua enfrentavam a resistência dos vizinhos, e a visão de seu pai, que mesmo diante das dificuldades profetizava: "Um dia nós vamos ser uma das maiores escolas de samba do Brasil".
Para além do espetáculo, Angelina destaca o carnaval como um ato de resistência cultural e um gerador de oportunidades.
A Rosas de Ouro emprega cerca de 140 pessoas fixas em suas oficinas , entre aderecistas, costureiras, escultores e serralheiros, movimentando a economia local e formando profissionais por meio de iniciativas como o curso de aderecista da Faculdade Zumbi dos Palmares.
Sobre o futuro, Angelina afirmou que o carnaval precisa de apoio público para sobreviver como expressão cultural. "Eu não vejo Brasil sem escola de samba", declara.




