O plano do Conselho de Paz converte a Palestina em um 'protetorado colonial estadounidense' - Entrevista RT

“Reconstruir Gaza significa, sob a hegemonia estadounidense, apagar todas as provas e indícios do genocídio”, afirma Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil. Em que pode resultar a ausência de palestinos no Conselho de Paz organizado por Trump? Quais são as condições mínimas para voltar à normalidade em Gaza? Por que EUA exige que os refugiados palestinos aceitem a nacionalidade dos países aonde fogem? Assista neste episódio de ‘Entrevista’, da RT.

Em entrevista à RT, Ualid Rabah, presidente da Federação Econômica Árabe-Palestina do Brasil (FEPAL), alertou que o plano do Conselho da Paz proposto por Donald Trump converte a Palestina em um "protetorado colonial estadunidense".

Segundo ele, ao excluir os palestinos da discussão e colocar o controle sob a liderança de Estados Unidos e Israel, a iniciativa reproduz a lógica histórica de mandatos coloniais, como o outorgado pela Liga das Nações no século XX, e visa, na prática, substituir a soberania nacional por uma administração externa que prioriza interesses econômicos e estratégicos.

"Trata-se de um projeto colonial que despalestiniza Gaza, explora seus recursos, como o gás offshore, e enterra o direito de retorno dos refugiados", afirmou Rabah, destacando que a proposta busca apagar as evidências do genocídio e consolidar a ocupação sob um disfarce de "paz" e " reconstrução".

A reconstrução de Gaza sob essa lógica não apenas ignoraria a soberania palestina, mas também aprofundaria a limpeza étnica ao promover um "protetorado" liderado por figuras como Tony Blair e investidores imobiliários ligados a Trump, ressaltou.

"Reconstruir Gaza significa, sob a hegemonia estadounidense, apagar todas as provas e indícios do genocídio", enfatizou Rabah.

Para conhecer o plano de Trump para Gaza em detalhes, leia nosso artigo.

Confira a lista completa dos países que assinaram o estatuto do Conselho de Paz de Trump em nosso artigo.