
Rússia pode retornar às Olimpíadas, diz candidato à chefia do COI

A Rússia pode ser autorizada a retornar às Olimpíadas assim que o conflito na Ucrânia for resolvido, disse o chefe da World Athletics, Sebastian Coe.
Em uma entrevista com o jornalista Piers Morgan, exibida na semana passada, Coe, um dos sete candidatos a suceder Thomas Bach na presidência do Comitê Olímpico Internacional (COI), sugeriu que seria "muito melhor" ter atletas competitivos do que excluí-los dos Jogos.
O COI proibiu atletas russos e bielorrussos de competir logo após a escalada do conflito na Ucrânia em fevereiro de 2022. Também recomendou que as federações esportivas internacionais seguissem o exemplo, resultando na exclusão de ambas as nações da maioria dos eventos esportivos globais.

Ele acrescentou que, embora o COI tenha que "olhar muito de perto" para a situação, ele pessoalmente não vê problemas com a reintegração da Rússia.
Coe afirmou que o conflito na Ucrânia é a única razão pela qual a Rússia permanece excluída das Olimpíadas, destacando que a World Athletics já havia suspenso seu banimento de oito anos a atletas russos devido a investigações de doping. Moscou nega consistentemente as alegações de doping patrocinado pelo estado.
Moscou acusa nações ocidentais de pressionar federações esportivas para barrar atletas russos e bielorrussos por razões políticas. O país criticou órgãos esportivos internacionais, especialmente o COI, por "politizar" os esportes.
No entanto, é improvável que o COI tome qualquer decisão radical em relação à Rússia e à Bielorrússia antes da eleição presidencial do órgão, disse o legislador russo Dmitry Svishchev na terça-feira:
''O COI não tomará nenhuma medida sensacionalista ou abrupta agora, antes da eleição presidencial da organização... o mais importante é continuar trabalhando, inclusive com organizações internacionais... e estar pronto para retornar à arena internacional'', afirmou Svishchev, vice-presidente do Comitê de Cultura Física e Esportes da Duma, citado pela imprensa russa.