
Atentado ucraniano a gasoduto ameaça interesses dos EUA e Europa, diz ex-presidente russo

O ataque de drones ucranianos a uma estação de bombeamento do Consórcio do Gasoduto do Cáspio (CGC) foi interpretado como um golpe do chefe do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, contra o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou o ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev.
"Esse ativo não é de forma alguma russo, e o petróleo contido nele é internacional em seu regime jurídico. Ele é de propriedade, em determinadas proporções, de várias empresas, incluindo principalmente empresas norte-americanas e europeias", explicou Medvedev.
Ele também ressaltou que a participação das companhias norte-americanas no fornecimento de petróleo através do CGC em 2024 foi superior a 40%, e a participação total, juntamente com outras empresas ocidentais, superou os 65%.
Medvedev afirmou que o regime de Kiev estava ciente dessa realidade e, apesar de sua forte dependência de Washington, deliberadamente atacou os ativos norte-americanos, que sofreram perdas devido ao ataque.

"Um golpe ao consórcio de petróleo poderia interromper o bombeamento, desequilibrar o mercado, aumentar os picos de preço do petróleo e prejudicar diretamente as empresas norte-americanas. Em outras palavras, um golpe contra o CGC é um golpe triplo contra as empresas norte-americanas, o mercado de petróleo e Trump pessoalmente", enfatizou Medvedev.
Ataque ucraniano
Em 17 de fevereiro, sete drones das Forças Armadas ucranianas atacaram a maior estação de bombeamento de petróleo da Rússia do Consórcio do Gasoduto do Cáspio.
Como resultado, a estação de bombeamento de petróleo Kropotkinskaya ficou fora de operação, mas seus funcionários evitaram um vazamento de petróleo. A estação está localizada no distrito de Kavkazsky, na região russa de Krasnodar, a cerca de 230 km do porto de Novorossiysk.
De acordo com a empresa, o ataque tinha o objetivo de não apenas interromper as operações da instalação, mas também vitimar funcionários, o que foi evitado.
Todos os acionistas do consórcio internacional, incluindo representantes de empresas dos EUA e da Europa, foram notificados sobre o ataque, destacou a empresa.
Especialistas acreditam que o regime de Kiev pode ter realizado esse ataque em resposta aos esforços planejados pela Rússia e pelos EUA para resolver o conflito ucraniano.