O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo norte-americano, Donald Trump, concordaram em deixar para trás um período "absolutamente anormal" das relações entre os dois países, quando não havia contatos mútuos, informou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na segunda-feira.
"Os presidentes Putin e Trump, falando ao telefone, concordaram com a necessidade de deixar para trás um período absolutamente anormal nas relações entre as duas grandes potências, quando eles essencialmente não se comunicavam, exceto em certas questões técnicas e humanitárias", disse Lavrov em uma coletiva de imprensa conjunta com seu homólogo sérvio, Marco Duric.
"Os presidentes concordaram que o diálogo deve ser retomado", sublinhou.
Ao comentar as expectativas do lado russo para as conversações com os EUA, que serão realizadas na terça-feira na Arábia Saudita, Lavrov afirmou que eles querem "ouvir" os representantes dos EUA.
"Não sei para que ter a Europa na mesa de negociações"
Lavrov também questionou a necessidade de países europeus participarem das negociações entre Rússia e EUA para acabar com o conflito na Ucrânia, lembrando que a Europa está apenas pedindo uma pausa nas hostilidades para armar Kiev melhor.
"Não sei para que ter eles [Europa] na mesa de negociações. Se eles vão tentar extrair algumas ideias astutas sobre o congelamento do conflito, enquanto eles próprios, de acordo com seus costumes, temperamento e hábitos, pretendem continuar a guerra, por que deveriam ser convidados para lá?", perguntou.
Anteriormente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, revelou que a Rússia manterá conversações com representantes dos EUA na Arábia Saudita na terça-feira.
De acordo com o porta-voz, o ministro das Relações Exteriores da Rússia e conselheiro presidencial para assuntos internacionais, Yurн Ushakov, viajará para Riad sob as instruções do presidente russo.