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China: "Gaza não deve se tornar um objeto da lei da selva"

Trump sugeriu esta semana a possibilidade de os EUA assumirem uma "posição de propriedade de longo prazo" do enclave, deslocando sua população para outros países.
China: "Gaza não deve se tornar um objeto da lei da selva"Gettyimages.ru / Johannes Neudecker

Pequim se opõe à "realocação forçada dos residentes de Gaza" e ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de "tomar" o enclave palestino, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, nesta quinta-feira.

"Gaza pertence aos palestinos e é parte integrante do território palestino, não é uma moeda de troca em transações políticas, nem pode se tornar um objeto da lei da selva", declarou o porta-voz, que pediu às "grandes potências" que unam esforços para "fornecer ajuda humanitária e reconstrução, em vez de agravar a situação" na região.

Ele também lembrou que Pequim está pronta para cooperar com a comunidade internacional para promover uma solução "rápida e justa" de dois Estados, com o estabelecimento de "um estado palestino totalmente soberano e independente baseado nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital".

"A China apoia firmemente os direitos nacionais legítimos do povo palestino. Ela sempre acreditou que o princípio do governo palestino sobre a Palestina é um princípio importante que deve ser respeitado", acrescentou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.