A proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o país expulse os palestinos e assuma o controle da Faixa de Gaza gerou uma onda de indignação e condenação internacional, informou o The Guardian na quarta-feira (5).
Trump fez a declaração após uma reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em entrevista à Fox News no mesmo dia, Netanyahu disse não ver problemas na proposta.
"Essa é a primeira boa ideia que eu ouvi", afirmou o premiê israelense, acrescentando que a medida poderia criar "um futuro diferente para todos".
O presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, classificaram qualquer "deslocamento forçado" da população de Gaza como "inaceitável".
"Seria uma grave violação do direito internacional, um obstáculo à solução de dois Estados e uma ameaça à estabilidade do Egito e da Jordânia", disseram os dois líderes em comunicado divulgado pela presidência francesa.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que "é essencial evitar qualquer forma de limpeza étnica". A Alemanha alertou que o plano violava a lei internacional, enquanto a China declarou que se opunha à "transferência forçada".
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"É uma coisa praticamente incompreensível para qualquer ser humano. As pessoas precisam parar de falar aquilo que lhe vem na cabeça [...] Cada um governa o seu país e vamos deixar os outros países em paz", afirmou o presidente brasileiro.
Controle da Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (04), durante uma reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que Washington "assumirá o controle" da Faixa de Gaza.
"Os EUA assumirão o controle da Faixa de Gaza e também faremos um trabalho com ela. Nós seremos os donos dela. E seremos responsáveis pelo desmantelamento de todas as bombas perigosas que não explodiram e de outras armas que estão lá", declarou.