
Trump prepara golpe contra ONU ao sair do Conselho de Direitos Humanos

Os Estados Unidos consideram deixar o Conselho de Direitos Humanos da ONU e suspender o financiamento da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), informou a agência Reuters nesta terça-feira, citando fontes da Casa Branca.

A possibilidade da medida surgiu durante a visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aos EUA. Ele criticou a UNRWA, alegando que a agência tem viés contrário a Israel.
O posicionamento de Trump foi elogiado por Danny Danon, representante de Israel na ONU, que afirmou que a UNRWA "se transformou em uma autoridade terrorista controlada pelo Hamas sob o disfarce de uma agência humanitária".
Por outro lado, a UNRWA rebateu as acusações e denunciou uma "feroz campanha de desinformação" que tenta "retratá-la como uma organização terrorista".
Continuidade política
A possível saída dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU reforça a postura de Trump de romper compromissos internacionais. Desde que reassumiu a presidência, ele já retirou o país da Organização Mundial da Saúde e do Acordo de Paris.
O movimento também daria sequência à política adotada em seu primeiro mandato, quando os EUA deixaram o órgão em 2018, alegando "preconceito crônico" contra Israel.
No governo Biden, o país voltou ao conselho entre 2022 e 2024, mas atualmente não faz parte da entidade, que tem influência global na área de direitos humanos.
O corte de financiamento à UNRWA também segue a linha adotada por Trump em seu primeiro mandato (2017-2021), quando reduziu o apoio norte-americano à agência.
- Até janeiro de 2024, os EUA eram o maior doador da UNRWA, mas suspenderam a ajuda após pressões de Israel.