
Petrobras busca parceria com África para investimento em energia

A Câmara Africana de Energia (AEC) foi o palco do Fórum de Investimentos em Energias Africanas que aconteceu no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (30). O evento, que busca oportunidades de investimento no setor de energia da África, conta com a participação de representantes da Petrobras, da Associação Brasileira de Petróleo e da Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo.
O fórum também visa promover a colaboração, explorando caminhos estratégicos de investimento, destacando os desafios para o desenvolvimento e facilitando um maior envolvimento entre os participantes brasileiros e africanos do setor de energia, informou um comunicado da AEC, divulgado nesta segunda-feira.
O presidente e fundador da Namibia Energy Corporation, Marcio Rocha Mello, destacou o compromisso do Brasil com parcerias.
“O Brasil é uma nação que compartilha, constrói e cresce junto com nossos parceiros”, afirmou.
A Petrobras está atualmente avaliando oportunidades de investimento na Namíbia, destacando o potencial de colaboração entre as duas nações.
Enquanto isso, a presidente da Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo, Carla Araújo, reforçou o interesse do Brasil em investir no setor de petróleo e gás da África, destacando a disposição do país em apoiar as empresas brasileiras que exploram as oportunidades de energia na África, com foco no desenvolvimento da força de trabalho, treinamento e percepções de mercado.

"Não vamos parar de desenvolver e produzir nosso petróleo e gás. Cada gota deve ser utilizada para alimentar nossas economias, assim como fez as nações ocidentais, para gerar a industrialização e o crescimento econômico", declarou o presidente executivo da AEC, NJ Ayuk.
Ayuk também destacou as oportunidades lucrativas de petróleo e gás da África e pediu aos investidores globais, incluindo empresas brasileiras, que exploram mercados como Namíbia, Angola, República do Congo e muitos outros. Ele defendeu ainda o direito dos países africanos de desenvolverem seus recursos de hidrocarbonetos para tirar 600 milhões de pessoas da pobreza energética e da industrialização em todo o continente.
Ele pediu ao Brasil que aumentasse sua produção de petróleo e gás e que se posicionasse ao lado da África contra as pressões ocidentais que desencorajam o desenvolvimento de combustíveis fósseis em nome da transição energética.
"Vemos as empresas brasileiras como parceiras valiosas na exploração e no desenvolvimento. A jornada de resiliência e transformação do Brasil é uma inspiração para nós", declarou Ndapwilapo Selma Shimutwikeni, diretora administrativa da RichAfrica Consultancy, uma empresa que representa a parte africana no fórum.
