Notícias

Colômbia denuncia Exército de Libertação Nacional na ONU por 'crimes de guerra'

O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que os guerrilheiros "escolheram o caminho da guerra" e receberão uma resposta idêntica do Estado.
Colômbia denuncia Exército de Libertação Nacional na ONU por 'crimes de guerra'Legion-media.ru / Notimex

O chanceler da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, denunciou nesta segunda-feira o Exército de Libertação Nacional (ELN) por "crimes de guerra" perante o secretário da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, após os confrontos ocorridos entre essa insurgência e a 33ª Frente, uma dissidência das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

"Denunciamos os atos inaceitáveis do ELN em Catatumbo e os crimes de guerra lá cometidos. Obviamente, conversamos sobre maneiras de sair dessa situação. Houve uma mensagem muito importante do Secretário Geral da ONU: que mesmo em meio às dificuldades, não devemos fechar a porta para a paz", disse o diplomata à imprensa.

Bogotá insiste que "deve haver uma mudança substancial na atitude do ELN, porque o que eles fizeram em Catatumbo é inaceitável".

Segundo o presidente da Colômbia, "esses crimes de guerra que eles cometeram devem ser discutidos e levados ao conhecimento da comunidade internacional".

Petro considerou os eventos em Catatumbo como "mais uma demonstração da transição de guerrilheiros insurgentes para organizações narco-armadas" e descreveu os confrontos entre os dois grupos como um "massacre" que reflete perfeitamente as ações de grupos paramilitares. "O ELN escolheu o caminho da guerra, e guerra eles terão", advertiu.

Por sua vez, o ministro da Defesa do país sul-americano, Iván Velásquez, explicou que o envio de cerca de 5 mil soldados para a zona de conflito tem como objetivo proteger os civis. Até o momento, os combates deixaram cerca de trinta pessoas mortas e cerca de 11 mil deslocados.