O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode deixar de lado o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, colocando-o "no fim da fila" de líderes mundiais convidados para Washington, informou o Daily Mail no domingo.
Os comentários surgem após acusações da equipe de Trump de interferência do Partido Trabalhista nas eleições presidenciais dos EUA.
Segundo as fontes consultadas pelo jornal, que preferiram falar sob condição de anonimato, os principais assessores de Trump estão considerando medidas para esnobar Starmer, incluindo a recusa da candidatura de Lord Mandelson, um dos grandes nomes do Partido Trabalhista, como embaixador do Reino Unido em Washington.
O próprio Starmer "terá que comer uma torta de humildade" se quiser garantir uma visita à Casa Branca em breve, acrescentou o jornal.
Alguns aliados de Trump supostamente veem Nigel Farage como possível sucessor de Starmer, com o jornal descrevendo a medida como uma "vingança" pelas ações do Partido Trabalhista.
"Membros da equipe da Casa Branca de Donald Trump estão apoiando Nigel Farage (chefe do partido populista britânico Reform UK, na possível eleição antecipada) para primeiro-ministro em retaliação ao Partido Trabalhista, por ter apoiado Kamala Harris", afirma o Daily Mail.
Farage deve comparecer à posse de Trump nesta segunda-feira, juntamente com os ex-primeiros-ministros britânicos Liz Truss e Boris Johnson.
No início de janeiro, o Times informou que Starmer poderia viajar a Washington algumas semanas após a posse de Trump.
Outras fontes do círculo de Trump consideraram Starmer "irrelevante" e sugeriram que, embora uma reunião possa acontecer eventualmente, um encontro entre os dois "é mais importante" para o primeiro-ministro britânico do que para Trump.