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Reino Unido reforça parcerias com Ucrânia e avalia possibilidade de enviar 'tropas de paz'

"Estamos mais próximos do que nunca, e essa parceria levará essa amizade para o próximo nível", afirmou Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, em visita a Vladimir Zelensky.
Reino Unido reforça parcerias com Ucrânia e avalia possibilidade de enviar 'tropas de paz'Gettyimages.ru / Carl Court

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, chegou, nesta quinta-feira, em uma visita para a Ucrânia visando aprofundar cooperação no campo de segurança, informou o governo britânico.

"Estamos mais próximos do que nunca, e essa parceria levará essa amizade para o próximo nível", afirmou Starmer.

Prevê-se que durante o encontro Starmer anunciará 40 milhões de libras (cerca de R$ 293 milhões) para um novo programa de recuperação econômica com objetivo de "reforçar o crescimento e a resiliência" das empresas ucranianas.

A parceria mais profunda entre o Reino Unido e a Ucrânia é "um investimento em nossos dois países para o próximo século, reunindo desenvolvimento tecnológico, avanços científicos e intercâmbios culturais, e aproveitando a inovação fenomenal demonstrada pela Ucrânia nos últimos anos para as próximas gerações", acrescentou.

Envio de tropas para Ucrânia

Além da parceria mais profunda, está previsto que Starmer discuta a possibilidade de tropas britânicas fazerem parte de uma força de "manutenção da paz pós-guerra" como uma das garantias de segurança que o Reino Unido possa oferecer a Kiev, informou o jornal britânico The Guardian.

Anteriormente, ex-ministros da Defesa britânicos opinaram que "a contribuição das tropas britânicas para uma força de manutenção da paz pós-guerra seria certamente um passo bem-vindo, mas mal arranha a superfície do que a Ucrânia realmente precisa", apelando para a visita de Starmer para o país.

O The Telegraph informou que a França também avalia o possível envio de um contingente de manutenção da paz ao território da Ucrânia após a assinatura de um acordo de cessar-fogo. A mídia detalhou que o presidente francês Emmanuel Macron defende a ideia e já a discutiu com o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, e com o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk.