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Israel bombardeia vários alvos em Rafah, onde estão refugiados mais de um milhão de palestinos

Foram registradas várias vítimas entre a população civil.
Israel bombardeia vários alvos em Rafah, onde estão refugiados mais de um milhão de palestinosGettyimages.ru / Ahmad Hasaballah

Israel intensificou nesta quinta-feira seu bombardeio na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde cerca de 1,5 milhão de palestinos de todo o enclave buscaram refúgio.

Vários ataques aéreos israelenses e grandes explosões foram registrados na cidade, bem como ataques navais em áreas à beira-mar. Foram registradas várias mortes entre a população civil, informa a Reuters.

Moradores de Rafah também relataram que os tanques israelenses avançaram para o oeste de Khan Younis até Al-Mawasi, uma área considerada segura, onde o Exército hebreu havia dito aos palestinos que buscassem refúgio.

A ofensiva ocorre após o ministro do Gabinete da Guerra de Israel, Benny Gantz, ter ameaçado enviar tropas para a cidade, a menos que os reféns mantidos pelo movimento palestino Hamas sejam libertados antes do início do Ramadã, que começa em 10 de março.

Gantz também declarou que havia "primeiros sinais promissores de progresso" em um novo acordo para libertar os reféns mantidos em meio a negociações para pôr fim às hostilidades.

Críticas

Os planos israelenses para uma ofensiva terrestre contra Rafah causaram críticas internacionais. O presidente dos EUA, Joe Biden, disse na semana passada em uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que Israel "não deve realizar uma operação militar sem um plano confiável e implementável que garanta a segurança e o apoio aos civis".

No entanto, Washington não conseguiu encontrar uma solução para acabar com a guerra de Israel contra o Hamas. Na terça-feira, os Estados Unidos vetaram pela terceira vez uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza.

A embaixadora norte-americana na ONU, Linda Thomas-Greenfield, afirmou que o projeto não alcançaria uma paz duradoura, mas prolongaria o cativeiro dos reféns mantidos pelo Hamas.