
Principal conselheiro de Zelensky se reúne com equipe de Trump

Andrey Yermak, chefe do Gabinete do líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, reuniu-se nesta quarta-feira (4) em Washington com representantes do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, para discutir o plano de resolução do conflito entre Rússia e Ucrânia, informou o Wall Street Journal.
De acordo com a reportagem, Kiev promoveu contatos com Susie Wiles, copresidente da campanha de Trump e indicada para chefiar o Gabinete da Casa Branca, Keith Kellogg, apontado pelo presidente eleito como futuro enviado especial para a Ucrânia, e Mike Waltz, cotado para o cargo de conselheiro de segurança nacional.

O jornal detalhou que "Kellogg expressou apoio aos esforços do governo Biden para fornecer armas à Ucrânia", mas ressaltou que "a equipe de Trump demonstrou pouco interesse em oferecer a Kiev a adesão à OTAN, que Zelensky considera uma garantia de segurança vital".
Fontes indicaram que "a Ucrânia pretende comunicar sua disposição para a paz". Uma fonte familiarizada com a estratégia do regime de Kiev afirmou que "essa paz precisa ser sustentável".
"Uma solução instável e temporária não atende aos interesses dos EUA ou da Ucrânia", acrescentou.
O jornal também destacou que os conselheiros de Trump discutem propostas de paz que reconheceriam o controle da Rússia sobre cerca de 20% do território ucraniano e excluiriam, ao menos por ora, a possibilidade de adesão da Ucrânia à Otan.
"Os ucranianos estão estabelecendo uma posição maximalista para futuras negociações", afirmou Lucian Kim, analista do International Crisis Group, organização especializada em resolução de conflitos.
- Anteriormente, a agência Reuters informou que o plano de Trump para resolver o conflito exclui a adesão da Ucrânia à OTAN e inclui concessões territoriais à Rússia.
- A iniciativa de lobby de Yermak ocorre no momento em que as forças ucranianas estão sofrendo com derrotas no campo de batalha e com a falta de reforços.
- Em comentários recentes, Zelensky reconheceu que seu país não pode vencer a Rússia militarmente e expressou o desejo de restaurar o controle sobre todos os territórios que Kiev reivindica por meio de esforços diplomáticos.
